Prometa-me que serás livre!

pais-filhos (47)

*Inspirado no poema de Charles Chaplin

A liberdade verdadeira é um ato genuinamente interior, como a verdadeira solidão. Eu tenho aprendido a sentir-me livre ate mesmo quando estou preso a algo. Temos que aprender a sentir-nos livres até numa prisão, e a estar sozinhos até no meio da multidão.

A liberdade para mim é o fruto de uma conquista que fiz ao cultivar minha inteligência, elevando minha moral e estendendo-me a culturas por todos os lugares do mundo que passei. Por muito tempo me deixei enganar por uma cultura que limita, julga e condena e em consequência disso, limitei me aquilo que me diziam. Julguei, odiei e condenei a mim mesmo por ser quem sou. Hoje o conceito de liberdade que vivo está completamente vinculado à capacidade de amar profundamente a mim mesmo e deixar que Deus me ame com seu amor libertador.

No dia que me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar e deixar cair todas as máscaras. Hoje sei que isso tem nome chama-se autoestima. Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. E hoje vivo livremente minha autenticidade. Deixei de viver a sombra de juízes que me ditavam o que fazer, como falar, pensar ou me comportar. Quando me amei com verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Deixei de me comparar. Deixei de dar poder a autodestruição e percebi que amadureci.

 Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou maneira de pensar a alguém, apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Tenho que respeitar as opiniões diversas, ouvir mais e aceitar os outros a minha volta, mesmo que eles não pensem como eu penso. Aprendi a viver o respeito. É fácil falar de respeito, difícil é vivê-lo quando nos deparamos com alguém que não vive, ou pensa como nós. Quando me dei conta que estava me amando de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. Outros me rotularam como egoísta, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Mais hoje chamo de amor-próprio.

Amando-me de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos gigantescos e complexos para o futuro. Hoje faço o que o meu coração acha certo, aquilo que gosto e no meu próprio ritmo. Traduzo isso como simplicidade. Vivendo Passo-a-passo eu desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Vivo a humildade de forma mais completa! Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Vivo o momento presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez em plenitude. Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Quando entendi tudo isso. Percebi que Deus me amava realmente. Que me chama a ser feliz e livre. Foi entendendo que seu amor por mim vai além das minha limitações humanas, medos e tudo que me afasta para que eu seja livre. Eu sou mais feliz quando abraço aquele que realmente sou e deixo de lado o meu eu idealizado, mais sem deixar de lado o desejo de ser melhor a cada dia. Mais pra que tudo isso aconteça, Deus precisou se inclinar a mim e me pedir ama-te a ti mesmo e prometa-me que serás livre!


Conflito, fuga e busca!

O desejo por felicidade e vida plena é algo que ninguém pode nos roubar. Quando decidi seguir o que tenho dentro de mim, decidi por ser feliz. Decidi por buscar aquilo que me trás mais próximo de quem eu realmente sou.

Fui educado de uma certa maneira onde é “regra e ordem” fazer o outro feliz e depois… ai sim… tenho  o direito de pensar em mim mesmo. Sempre tive medo de seguir meus sonhos. Porque? Por medo de ser tachado como egoísta e egocêntrico. Fui nascido e criado numa cultura Cristocêntrica onde temos Cristo como centro. Onde consideramos Cristo como o centro da história do universo e nossas vidas. Sou eternamente grato por isso e sou feliz por hoje entender isso de uma forma mais saudável e feliz.

Para mim a esperança é o que faz com que encaremos a vida, mesmo que tenhamos dificuldade. Acredito que é preciso ser forte e lutar pelo que somos e sonhamos. O que acontece muito frequentemente é que nós queremos as realizações, mas não queremos o compromisso da esperança.

Quando olhamos para o céu com esperança encontramos a coragem de balancear quem somos, para onde vamos e o que queremos. Sempre que escrevo, falo de quem sou e o que quero… mais percebi que evito falar de “para onde vou”  ou “para onde quero ir”, com medo de ser julgado. Como se a minha incerteza fosse ser punida. Mais a pergunta é: “Quem tem o direito de julgar as minhas incertezas e indecisões?” Percebo que muitos de nós temos medo de refletir, discernir e pensar por receio de saborear o tempo da reflexão pois temos pânico do que os outros vão pensar, ou até mesmo, pelo temor de ser mais uma vez acusados de inconsistência, indecisão  e inconstância.

Seria impossível contar as vezes que me perguntam… a vida que você vive hoje é fuga, não é?

Minha resposta seria: _ Fujo sim, fujo de pessoas como você!  Mais fui criado para ser melhor do que isso e sempre que posso tento evitar esse tipo de resposta (risos).

E porque não poderia estar vivendo uma busca? Porque fuga? Acredito que vivo uma busca. Uma busca insaciável por felicidade e realização. A palavra fuga é muito mais atraente na boca de muitos do que a palavra busca. Muita gente fala sem saborear e conhecer as palavras que usam para falar.

Um dia ouvi alguém dizer que “a alegria vai embora da nossa vida porque nos falta o compromisso com a esperança.” Eu refleti com essas palavras por muito tempo e acredito que não podemos abrir mão daquilo que somente nós podemos fazer. Sabe coisas que só você pode fazer? Exato… lutar pela busca da minha própria felicidade é algo que somente EU posso fazer.  Cristianismo é lutar todos dias para que a esperança seja verdadeira. Cristianismo é luta, é aprender a lidar consigo mesmo e não fugir de quem eu sou mais sim amar, aceitar e lidar com quem eu sou.

 

Sempre acreditei que a forca da nossa esperança passa pelos nossos amigos. A unidade e santidade só é possível na comunhão e união. Quero cada dia mais ter a capacidade de trazer para minha vida aquelas pessoas que me ajudam a trazer de pé a minha esperança e também quero ter a coragem de me desligar daqueles que ao invés de sonhar comigo querem sonhar para mim.

Pessoas  que querem sonhar para mim ao invés de sonhar comigo me colocam em conflito. E conflito é uma palavra ou um lugar por onde estive por anos e hoje abraço com paz o que sou e de quem eu sou.

Depois de anos de luta hoje me vejo mais feliz e com uma esperança renovada pois aprendi que para estar em paz comigo mesmo significa aceitar-me do jeito que sou, com minhas fraquezas e imperfeições. Pois somente desta forma deixo que o perfeito mude, cure e transforme as imperfeições que existem em mim. Em outras palavras, deixo Deus ser Deus e logo sou muito mais feliz.  

 

Entendi também que para reduzir a divisão que foi criada dentro de mim pela imagem do que eu gostaria de ser e quem eu realmente sou, eu preciso ser paciente comigo mesmo, especialmente no que diz respeito aos conflitos com o meu eu idealizado.  E sou mais feliz quando abraço aquele que realmente sou e deixo de lado o meu eu idealizado, mais sem deixar de lado o desejo de ser melhor a cada dia. 


A Gaiola

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A vida tem passado e junto com ela tem passado tudo aquilo que sonhei. Abri a gaiola dos meus sonhos e com liberdade, deixei tudo que eu aprisionava ir embora. Libertar  tudo o que eu pensava que possuía dói, mais ao mesmo tempo cura.  Não sei se tenho dado os passos certos mais sei que estou feliz com os passos dados até agora.

“Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança, desde que me tornei homem…” (1Cor 13 11) ainda não  eliminei as coisas de criança. Me entristece olhar para trás e ver que pouco cresci comparado ao quanto sonhava em crescer e amadurecer. Ainda sinto as tristezas de criança, as dores de crianças e a solidão de criança. Quase um abandono marcado por essa criancice que parece não me abandonar.

Uma luta contra aquilo que sou e quero ser, continua aqui dentro. Claro que devo reconhecer que hoje sou diferente. Vivo uma luta acompanhada. Uma luta mais madura e completamente diferente da que vivia quando eu era criança. Tenho saudades do ser criança e medo de não ser o adulto que imaginei. Parece que já é tarde pra querer crescer…. porém o velho cliché da vida nos diz que “nunca é tarde pra sonhar”.

Detesto os velhos clichês. Detesto-os pois eles sempre revelam parte da verdade que não queremos encarar. E esse me diz que devo seguir sonhando. Mudando. Transformando. Mudando quem sou e transformando o que sonho.

Mais assim vou eu nessa luta desesperada de me encontrar mais uma vez e me permitir sonhar mais uma vez. Aceitando minhas falhas, vencendo minhas culpas, curando as minhas dores e amando os amores que aprisionei e assim esquecendo os medos que tive de me deixar amar e ser feliz de vez.


Walking in this Joyful Season

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For those who are not Christian, Lent can be a bit of a mystery. For some other people, Lent is a period of going on a diet to lose some pounds. For others, it is when their weird Catholic co-workers and friends show up to work and school with ashes on their foreheads, when fast food restaurants start selling fish sandwiches. Listening to the prayers in the Liturgy, we clearly see the liturgical prayers referring to this time of Lent as a joyful season. How is Lent a Joyful Season? I am accustomed to hearing that Lent is a season of soul-searching and repentance. My family taught me that it is a period for reflection, self-denial, spiritual growth, penitence, conversion, and simplicity.

Last year, I heard liturgical prayers during mass that said: “Lord, each year You give us this joyful season.”  I started to think to myself: How is Lent joyful? Is this a joke? Lent was passing by and I could not see any joy about fasting, abstinence, and all those things that we usually do during Lent. I was struggling to understand and live the Lenten Season in its fullness.

“This season of grace is your gift to your family to renew us in Spirit.” Hearing this liturgical prayer, I did not really know how, but all things inside of my head started to make sense.   I suddenly realized that the joy Lent brings is a true joy, purifying and renewing our lives and souls. During Mass I heard: “Lord, You give us strength to purify our hearts.” Do I have this desire for purification? I saw that I did not really have it, but I knew that with all my questions and reflection, I was slowly entering into a spiritual journey of forty days with the Lord.

Concretely, in what way does this renewal of the Spirit work? I found myself, during those forty days, growing in freedom and love while purifying my heart and desires, so as to serve the Lord in freedom. A week and a half later, I realized that we are often unaware of our attachments, and we are not completely free.  By giving up things during Lent, we discover our attachments and can become free of them. I realized that freedom is not the goal in itself; it can be a temptation to pride. Freedom is only the condition that makes us able to love.

The question is, “What is my heart attached to?”  The goal is to attach ourselves to God alone. “Through our observance of Lent, we raise our minds to the Lord.” If we choose to fast and renounce earthly pleasures, we choose to say to the Lord, “You are my only joy.” And we finally come to give up earthly joy to experience the joy of the Lord.

Jesus spent forty days into the desert, and during this Lent He is inviting us to be in the desert with Him. It is in the desert we encounter the Lord. In the emptiness of every joy, the Lord can be our only joy. Lent always led renunciation so I may be alone with the Lord to experience His Love. His love is all that fills me. If we really live Lent, we will experience more of the Lord.

Renunciation diminishes our selfishness and opens our hearts to the poor. God’s mercy urges us to share our bread and the love that we receive from Jesus Christ with the poor. If I am free from myself, I am more able to give myself to the others. The renunciation allows me the inner-freedom to pray. Fasting becomes an amplifier of prayer and charity.

The time of Lent is a time of conversion. By fasting, Jesus conquered sin and gave us the strength and will to grow in holiness. During Lent, I decided that I would drink water in order to drink wisdom and would eat with limits in order to love without limits. The renewal that can occur in us during Lent is not our work, it is the work of the Lord.  Our task is to desire this renewal.  If the Lord sees our little efforts in fasting and renouncement, He will bless them and multiply them.

I love to think about St. Therese of Lisieux, who is  the Little Flower of Jesus. She believed she could not climb the stairs to holiness so she asked God to carry her up. If the Lord sees that there is a true desire in our hearts, He will renew us in abundance. Being honest with myself and with God is one of my goals in life. This Lenten time will help myself to integrate who I am and what I believe in and will finally lead me to holiness and perfect joy, not only during this season, but a joy that will last forever.


Mercy is the door of heaven

Our human limitations are a great challenge for most of us. I’m still struggling to find joy in simple things of life. We complicate things that can be very simple and we turn it into something very complex.

An old friend used to tell me “The cow eats grass because she likes it.” I found it a very funny sentence and took me some days to literally understand the meaning of that sentence and also relate it to my life. I realized that this phrase could be talking about our freedom to choose. How often my behavior is just like this cow? How often I live my life eating the same old grass? How long time have I spent on unproductive and fruitless thoughts? Some times I choose to live like this. It’s sounds nasty but that’s what we do in many situations of our lives. We choose to live chewing over our failures, weaknesses and faults. It seems that we often enjoy self-pity and we like to feel sorry for ourselves. Would that be lack of love? How to control and heal our imperfections and weakness? I’m saying this not because I have the solution or the answer for those questions, but because this is my everyday fight as well.

Day and night I keep looking for the love that is able to fulfill and complete me. I found it often on my way but my distractions and lapses made me lose sight of it. Than I realize I was far away from it. I had once again walked alone in the opposite direction of that love. I am the one responsible for it. I’m not saying this with guilt but aware that I have a fragile and weak human nature. It’s not easy to be human. It is not easy to live this limited condition. We have within us the seed of love that wants to lead us back to perfection but our limited nature draws us in the opposite direction or not allows us to move forward like an endless struggle in between perfection and imperfection, between the what is eternal and what is mortal. When I realized who I am, everything calmed down. I could feel peace and serenity inside me. An unique feeling.

Accept yourself, as a fragile human being and limited is the first step that leads me to discover who I am. For when I recognize my weaknesses is when I start to face them. I have learned that my inner growth depends on my capacity to love, the more I love more I grow. People say those love more, live longer. The more I love, the happier I become. As the more I seek for my self-knowledge more I discover who I am and so I accept myself more human and capable of loving.

When I wrote a silly Kid’s story about Mrs. Felicity I learned something very special from that. But now come the questions that has echo inside me, and maybe that’s the same question that cries inside of you: What makes you happy? Where is your happiness? I’ve heard many say that we seek our happiness where it is not! But reflecting on a very human level, who wants to be unhappy? Who wants to make mistakes? Who wants to be running around in their life and never leave the same place? I guess nobody! I confess that this kind of answer that I’m used to hear really annoys me. I think that I have tried to do my best in life. All of us have tried to do the best we can in order to do the right thing! We try to do it right but the problem is that we try to do the right thing by ourselves. I assume that this is the mistake. We are beloved children of God and I’m sure as a loving and good Father, He wants us to be happy. He wants to reach out and stay with us!
I don’t see any problem in making mistakes. Adam made a mistake so what’s the problem? Oh Happy sin oh necessary fault that allowed salvation to came to us! We need to grow in love to be the image and likeness of God and love requires freedom! We need to grow responsibly and for that we need the opportunity to do wrong and learn from our mistakes but for this we need humility.

The experience of failure is a good purification for us! The path of holiness arises when we become aware of our own misery! Do you know what’s the big difference between the apostles of Jesus and Judas? Well, let’s be more specific, you know what the difference between Peter and Judas? Both betrayed Jesus, both committed a major sin, but Peter appealed to the mercy and Judas did not. He dared not to go back and stand before God. He could not justify what he did. He did not find sufficient excuse to justify his sin. He repents and tries to repair his error, but his biggest mistake was that he did not abandon himself to the merciful love of the Father.
Our pride doesn’t let us come back to God. We are not humble enough for that. So we prefer to suffer rather go back with ours head down. I always think about the figure of God as doctor. But today I am sure he is more like the medical doctor! We have the medication is in our hands but we refuse to take it. We’re the kind of patient who takes a long extra time to get better because we do not follow the treatment and we forget that our disobedience can lead us to death!
For me mercy is the door of heaven! A thing that we see as misery, God sees as a great opportunity to demonstrate how much he loves us. Every mistake we make is an excuse that He finds to be even closer to us and drag us to heaven by the power of his merciful love! The call today is to not listen to blame! Sometimes guilt leads us to reject the mercy of God and therefore we do not change, do not make progress toward our happiness. Let us not complicate what is simple! Take your medicine! Accept His care and love! I need to convince myself everyday that God loves so I know that the only thing that can separate me from God is living in illusion and by not recognize my own weakness. The only thing that can bring me closer to God is his mercy because I am unworthy of his love. I belong to Him because of His mercy and nothing more!


Quanto és questionável, ó Igreja; no entanto, quanto te amo!

Quanto me fizeste sofrer e, no entanto, quanto te devo!

Gostaria de te ver destruída e, no entanto, preciso da tua presença.

Deste-me tantos escândalos; contudo fizeste-me entender a santidade!

Nada vi no mundo mais obscurantista, mais dado aos compromissos, mais falso; e nada toquei que fosse mais puro, mais generoso, mais belo.

Quantas vezes tive vontade de bater no teu rosto a porta da minha alma; e quantas vezes pedi poder morrer em teus braços seguros.

Não, não posso livrar-me de ti, porque sou tu, mesmo não sendo completamente tu.

Além disso, para onde iria? Construir outra?

Mas não poderei construí-la senão com os mesmos defeitos, porque são os meus defeitos que levo dentro de mim. E se a construir, será a minha igreja, não mais a Igreja de Cristo.

Sou bastante velho para entender que não sou melhor que os outros.

Anteontem um amigo escreveu uma carta para um jornal: “Deixo a Igreja porque ela, com seu comprometimento com os ricos, não tem mais credibilidade”.

Tenho pena! Ou é um sentimental que não tem experiência, então o perdôo; ou é um orgulhoso que pensa que é melhor que os outros.

Ninguém de nós é confiável enquanto está na terra.

São Francisco gritava: “Tu crês que sou santo, e não sabes que posso ainda ter filhos com uma prostituta, se Cristo não me segurar!”.

A credibilidade não é dos homens, é só de Deus e do Cristo.

Dos homens é a fraqueza e, quando muito, a vontade de fazer algo de bom com a ajuda da graça que escorre das veias invisíveis da Igreja visível.

Será que a Igreja de ontem era melhor que a de hoje? Será que a Igreja de Jerusalém era mais digna de fé que a de Roma?

Quando Paulo chegou à Jerusalém levando no coração sua sede de universalidade sob o vento de sua potente inspiração carismática, será que o discurso de Tiago sobre o prepúcio a ser cortado ou a fraqueza de Pedro, que se demorava com os ricos de então (os filhos de Abraão) e que causava escândalo ao almoçar só com os puros, puderam trazer-lhe dúvidas sobre a veracidade da Igreja que Cristo tinha acabado de fundar, e lhe dar vontade de fundar outra em Antioquia ou em Tarso?

Será que Santa Catarina de Sena, vendo o Papa fazer – e como fazia – uma política suja contra sua cidade, a cidade de seu coração, podia vir-lhe à cabeça a idéia de subir nas colinas de Sena, transparentes como o céu, e fazer outra igreja, mais transparente que a de Roma, tão grossa, tão cheia de pecados e tão politiqueira?

Não, não creio, porque tanto Paulo como Catarina, sabiam distinguir, entre as pessoas que compunham a Igreja, “o pessoal da Igreja” – como diria Maritain – e esta sociedade humana chamada Igreja que, diferente de todas as outras associações humanas, “recebeu de Deus uma personalidade sobrenatural, santa, imaculada, pura, indefectível, amada como esposa por Cristo e digna de ser amada por mim como mãe dulcíssima”.

Aqui está o mistério da Igreja de Cristo, verdadeiro mistério impenetrável.

Tem o poder de dar-me santidade e é feita toda ela, do primeiro ao último, só de pecadores, e que pecadores!

Tem a fé onipotente e invencível de renovar o mistério eucarístico e é composta de homens fracos, que andam às apalpadelas no escuro e lutam todos os dias contra a tentação de perder a fé. É portadora de uma mensagem de pura transparência e é encarnada em uma massa suja, como sujo é o mundo.

Fala da doçura do Mestre, da sua não-violência, e na história mandou exércitos destripar infiéis e torturar heresiarcas.

Transmite uma mensagem de pobreza evangélica, e não pára de procurar dinheiro e fazer alianças com os poderosos.

Aqueles que sonham algo diferente desta realidade só perdem tempo e começam tudo de novo. Além disso, mostram que não entenderam o homem.

            Porque isso é o homem, exatamente como o faz visível a Igreja, em sua maldade e ao mesmo tempo em sua coragem invencível que a fé no Cristo lhe deu e a caridade de Cristo lhe faz viver.

            Quando eu era jovem não entendia porque Jesus, apesar da negação de Pedro, o quis como chefe, seu sucessor, primeiro papa. Agora já não me admiro mais e compreendo sempre melhor que haver fundado a Igreja sobre a tumba de um traidor, de um homem que fica assustado ao ouvir a conversa fútil de uma serva, era uma advertência contínua para manter cada um de nós na humildade e na consciência da própria fragilidade.

            Não, não saio desta Igreja, fundada sobre uma pedra tão frágil, porque fundaria outra sobre uma pedra ainda mais frágil que sou eu.

            Além disso, para que servem as pedras? O que conta é a promessa de Cristo, o que conta é o cimento que une as pedras, que é o Espírito Santo. Só o Espírito Santo é capaz de fazer a Igreja com pedras mal talhadas como somos nós.

            Só o Espírito Santo pode manter-nos unidos apesar de nós, apesar da força centrífuga do nosso orgulho sem limites.

            Aqui está realmente o maior mistério da Igreja, ao qual renuncio fechando meu coração ao irmão inimigo e fazendo-me juiz da assembléia dos filhos de Deus.

            Aqui está o mistério.

            Esta mistura de bem e de mal, de grandeza e de miséria, de santidade e de pecado que é a Igreja, afinal sou eu.

            Mesmo se nenhum daqueles que vivem, que estão na Igreja, possa dizer “Igreja” porque a pessoa da Igreja o supera, cada um de nós pode sentir com tremor e infinita alegria que o que se passa na relação Deus-Igreja é algo que nos pertence intimamente.

            Em cada um de nós repercutem as ameaças e a doçura com que Deus trata o seu povo de Israel, a Igreja. A cada um de nós Deus diz como à Igreja: “Eu te farei minha esposa para sempre” (Os 2,21); mas ao mesmo tempo recorda-nos a nossa realidade: “a tua impureza é como a ferrugem. Procurei tirá-la, canseira inútil! É tão grossa que não sai nem com fogo” (cf. Ez 24,12). Basta ler os profetas para sentir como tudo isto que Deus dirige a seu povo, Israel, o diz a cada um de nós.

            E se as ameaças são tão numerosas e a violência do castigo tão grande, mais numerosas as palavras de amor e maior é a sua misericórdia. Diria mesmo, pensando na Igreja e em minha pobre alma, que Deus é maior que nossa fraqueza.

            Mas ainda há outra coisa que talvez seja mais bela. O Espírito Santo, que é o Amor, é capaz de ver-nos santos, imaculados, belos, ainda que vestidos de patifes e adúlteros.

            O perdão de Deus, quando nos toca, faz tornar transparente Zaqueu, o publicano, e imaculada Madalena, a pecadora.

            É como se o mal não tivesse podido tocar a profundidade metafísica do homem. É como se o Amor tivesse impedido de apodrecer a alma distante do amor.

            “Eu joguei os teus pecados para trás de minhas costas”, diz Deus a cada um de nós no perdão. E continua: “Amei-te com amor eterno; por isso reservei para ti a minha bondade. Construir-te-ei de novo e tu serás reconstruída, virgem, Israel” (Is 31,3-4).

            Pois é, chama-nos de “virgens” mesmo quando voltamos da enésima prostituição no corpo, no espírito e no coração.

            Nisto, Deus é verdadeiramente Deus, isto é, o único capaz de fazer as “coisas novas”.

            Porque não me importa que Ele faça novos céus e novas terras, é necessário que faça “novos” nossos corações.

            Esse é o trabalho de Cristo. Esse é o ambiente divino da Igreja.

            Vocês querem impedir este “fazer novos os corações”, expulsando alguém da assembléia do povo de Deus? Ou vocês querem, procurando outro lugar mais seguro, pôr-se em perigo de perder o Espírito?

by Irmão Carlo Carreto


What’s worse than failing?

Failing is something frowned upon. The term failure brings images of somebody who just didn’t quite make it, or somebody that tried but didn’t try hard enough, as Americans used to say, a loser.

I don’t understand how come people fear failure so much? But I think that It is because if you fail once, it looks bad, however, if you fail twice, nobody will trust your judgment anymore. But did you realize the people who failed aren’t the losers? Is that possible?

Yes, because at least these people tried. They at least gave it a shot. They got up, risked failing but did it anyway. They faced their fears. Perhaps they didn’t win but they also didn’t die regretting. History might not glorify as well as put down.

What’s Worse Than Failing? In my opinion inaction, doing nothing, never starting, stagnation, all talk no action, being in the comfort zone (possibly forever.) Those who are worse off than those who have failed, are the ones who are too afraid to even begin.

History never picks on these individuals because there are so many of them. You see them everywhere. They’re the ones who tell you what they want to do, how they wish they could have more, how they wish they could follow their dreams – but the moment you ask them “why don’t you go for your dreams?” they’ll fire back with awesome excuses or blank promises of doing something about it one day.

Yeah it’s simple to pick on the guy who tried but failed miserably. However the man who died along with his dreams unfulfilled because of inaction is a bigger loser. Yep you heard that right. A bigger loser than a failure. I admire failures, not because they’ve failed but because at least they stuck their necks out to give something a red hot go. Whatever venture it is, it’s difficult risking it all for your goals and dreams. It’s challenging getting out of your comfort zone or security blanket and wade into unknown waters. Majority of people want the safe route, they’ll be satisfied with mediocrity rather risk trying and failing.

Why? Because failing is scary. I was afraid of failing. Our society has made failing a label left for the unfortunate. But seriously, the only failure you need to worry about is your salvation. Apart from that, it’s OKAY to fail provided that you give it all you’ve got.

Those who failed took the courage to go for what they wanted. It’s hard if the odds are stacked against you. And if you manage to succeed then fantastic! If not, congratulations because you did something interesting with your life rather than sit there talking about it. People who have tried need to observe that doing something is preferable to doing NOTHING. Nothing could be accomplished if everyone decided that doing something hard but rewarding, taking a risk or going for their dreams is too expensive, too difficult, or too time consuming. Few people realize that successful people are also failures.

Those who have were able to lose weight and stay slim have had moments of failure where they regained a few pounds. If they had quit, they wouldn’t be the shape they are today.

People who have wonderful relationships with their spouse or family have worked hard to maintain these bonds. They made sure they were reliable and trustworthy. They kept their promises. They were there for the people they care about. They might have had to make compromises or sacrifices for these people. They didn’t give up on their marriages because they had a disagreement or because it’s “too hard” to make it work. In any case, they worked on their relationship and didn’t take the ones they love for granted.

Do you know what’s the difference between success and failure? The difference is a pretty fine line. Successful people don’t give up on their dreams. They remain persistent till the end. They failed, picked themselves back up and went back in. They did what was required to achieve their success – even when it was too hard. Which would you choose? A life of mediocrity, watching others achieve their dreams or living your life to the fullest, doing what you’ve always aspired to do and casting your fears aside?

Society rarely celebrates failure. You don’t ever hear the failures of the successful. You don’t read about the work involved, the years of punishing effort, the poverty, the depression and all the downsides of going for your dreams.

It may sound horrible but it means success doesn’t come by without effort. It also shows, failing does not mean you’re not a success or that it won’t lead to success. Learning through failure is one thing that no text book can equip you for.

I use to be scared of failing. I didn’t tell people what I’ve failed in – in fear that they may question my judgment or skill. I worried that they would think history would repeat itself. I’ve seen my own father fail dismally and that fear of failing was ingrained within me even more. No one told me it’s okay to fail and that failure can still lead to success if one does not give up. If I could talk to my younger self, I would tell him that “it’s okay to fail and you’ll be okay. Just pick yourself back up and continue.

Failure meant a stripping away of the inessential. I stopped pretending to myself that I was anything than what I was, and began to direct all my energy to finishing the only work that mattered to me. Had I really succeeded at anything else, I might never have found the determination to succeed in the one area where I truly belonged. I was set free, because my greatest fear had been realized, and I was still alive.

I also realized that failure ought to be celebrated as a temporary stumble to success. Even if that eventual success resides in a different industry, venture or method. It dawned on me that the real losers are the ones who never try. The ones who fear failing so much that they don’t realize they’ve failed already because they’ve never begun. And that, to me, is worse than failing.

Don’t just sit on the sidelines wondering, go out there and begin. If you’ve already started, don’t fear failing, for it could be a sign you’re almost there – so don’t give up on yourself.

It is impossible to live without failing at something. Unless you live so cautiously that you might as well not have lived at all. In which case, you’ve failed by default. You will never truly know yourself, or the strength of your relationships, until both have been tested by adversity. Such knowledge is a true gift.

 

Be not afraid keep it up!

 

 

 

Adapted from: http://guidewhois.com/2011/04/whats-worse-than-failing/