Arquivo do mês: janeiro 2009

Uma felicidade MÁGICA!

Matreco

A felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até à alegria intensa ou júbilo. A alegria adquire-se. É uma atitude de coragem. Ser alegre não é fácil, é um ato de vontade. Nessa trajetória em África, que está próxima do fim, entendi que a melhor maneira de se ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros e que o homem feliz é aquele que não tem tempo para pensar nas suas coisas. Vivi todo esse tempo aqui de forma profunda e realizada. Ninguém nunca poderá entender o que agora trago aqui dentro. Nenhum ser ou criatura desse mundo vai entender a mística e a magia que Moçambique lançou dentro de mim. Agora descobri o meu lugar. Cheguei aqui com essa grande inquietação. Onde é o meu lugar? Hoje posso responder com tranqüilidade: Onde os menores precisarem de mim, lá será sempre o meu lugar!
Coragem, foi a palavra que mais utilizada para convencer a mim mesmo de seguir e não desistir pelo caminho. Essa foi grande escola é o amor. As exigências do amor levam a grandes heroísmos. Quando a amor é verdadeiro, o sacrifício não dói; o amor faz estimar como bem próprio o que é um dever. Contudo, meus deveres deixaram de ser tão grandes e pesados, o amor tomou o seu lugar próprio. Os meu medos se tornaram menores, aliás, pra ser ainda mais verdadeiro, sempre tive medo de mim mesmo. Medo que num súbito conflito interno eu deixasse pra trás toda semente lançada. Agora sei que a coragem que construí é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência dele. Não tenho nenhuma coragem, mas procedo como se a tivesse. Parece engraçado mas essa é a forma que eu encontro dia apos dia pra convencer o meu “eu” que posso ir além e ser melhor!
Quase pensei em desistir de vir pra África pois pensava que não seria capaz de o fazê-lo. Estava cansado de um certa luta interior que travei, mas hoje entendo que o homem é feito para a luta, não para o repouso. As pessoas que tentam fazer uma coisa e fracassam estão definitivamente melhor do que os que procuram não fazer nada e o conseguem. Sempre trouxe em mim o desejo de voar, mas me via rastejando em cima dos meus sonhos. E me questionei por que estou me  contentando em viver rastejando, quando sinto o desejo de voar? Abracei a minha vontade lançada a luz da verdade e dei o passo que me provou quem eu sou e quanto ainda posso fazer. Moçambique é apenas o começo da minha longa jornada de desenvolvimento.
Volto pra casa feliz pois tenho a certeza que fui o que precisava ser, e fiz o que pude fazer. Há circunstâncias na vida em que a dignidade humana pode exigir grandes sacrifícios, isto é, heroísmo. Ninguém tem autoridade moral para exigir de outro um comportamento heróico. Cada um de nós tem essa obrigação, não porque outros nos peçam ou censurem se o não fizer, mas porque as próprias coisas nos pedem; pede-o sobretudo a dignidade humana. Não existe ato heróico. O verdadeiro heroísmo consiste em persistir por mais um momento quando tudo parece perdido. Em minha tarefa  Não existe o sentimento de superioridade, apenas a satisfação de ter feito parte da história de um povo que me ensinou amar e ser amado.

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CONVITE ESPECIAL

CONVITE!


Que moça é essa?

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Quem é essa moça que passa na praia, no mar e caminha pela Costa do Sol, de Tofo e também de Inhambane?
Que moça é essa que luta, que sofre, que chora, mas dentro de si trás a força da vitória e na alma a marca da guerra?
É moça jovem, moça nova. Moça cheia de beleza, que veste capulana florida, quadriculada, verde e estampada. Capulanas, bordadas cheia de pedras, fitas e laços, pintadas e trabalhadas pelas mãos calejadas da machamba as cinco horas da manhã. Moça que leva lata na cabeça, levanta cedo, carrega um miúdo nas costas e outro caminha devagar ladeira acima segurando na mão direita da bela moçambicana.
São elas de catorze, de quinze e de cinqüenta anos! Todas ricas de vida e cheias de histórias! Cheia de beleza, de talento e de coragem de seguir a vida.
Moça que conheci e me apaixono dia apos dia! São todas elas cheias de tranças, de mechas e repletas de beleza! Pele castanha da cor do caju, forte como a massala e suave feito a mafura.
Marias, Anas, Rosas, Elzas, Cristinas e Augustas…. todas elas cheias de uma magia que não tem explicação! Todas juntas, misturadas são sempre as mesmas! Cheias de sonhos e esperanças!
Esperança que nunca se acaba, debruçadas nos livros as Anas, Cristinas e Augustas lutam para que as Elzas, Rosas e Marias tenham direito aos sonhos. Sonho de um futuro novo de uma vida melhor!
Moça que é sonho, que é cor e que é raça!
Moça que pila o amendoim e a castanha! Moça que é morosa, charmosa e cheia de prosa. Ela é moça Moçambique, que dia-a-dia na esperança da vitória quer fazer de Moçambique uma terra gloriosa!