Arquivo do mês: julho 2009

Vitória-Régia – A bela flor da Amazônia

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NAIÁ

A lenda da vitória-régia é muito popular no Brasil, principalmente aqui na região Norte. É realmente muito curioso ver como o povo conta e re-conta aquilo que se ouve de lá pra cá e dali para acolá. Pelo caminho do rio amazonas encontrei Dona Jaciara  que com muita certeza me falava sobre a Flor da Amazônia.

O lugar era calmo, a água estava acima do nível do rio. O Igarapé embelezava a simples casa. A cristalinidade da água fazia com que o cenário do céu se repetisse. O reflexo dos  inúmeros pássaros que sobrevoavam o lugar tornava ainda mais bela a cena cotidiana da vida de D. Jaciara, mas enchia de surpresa o meu olhar. Me aproximei.

_ Boa Tarde, com licença!  – Dizia eu desconcertado

_ É… A senhora mora aqui?

Ela olha como quem não se interessa no assunto.

_ Aquele que é maior que tudo é quem diz se essa é minha casa ou não! – Dizia a velha senhora com voz rouca e tremula.

Parecia cena de filme, pensei que a qualquer instante sairia alguém de dentre o bambuzal, um cara de chapéu australiano, dizendo CORTA! CORTA! Me apresentei e disse que estava passando por ali pois viajava no Barco que saiu de Manaus rumo a Belém e esse era o 3 dia da viagem rio abaixo!

_ Sente-se meu jovem, tudo aqui é nosso! Tem muita Amazônia pra mim e pra ti também!

_ Não precisa se preocupar dona…

_ Jaciara, pode me chamar assim.

_ Então Dona Jaciara é que o moço do barco disse que aqui, próximo a sua casa, tinha muita Vitória régia e eu queria só fazer umas fotos.

_ Vitória régia – Repete continuas vezes a meia voz e abaixando a cabeça como quem tenta recordar-se de algum assunto!

Segurando minha mão fortemente, caminha comigo por entre trilhas que segue o córrego e  que daria direto a um igarapé lindo onde a água é pura e refrescante.

_ Duas das minhas filhas foram levadas. A beleza da linda flor da Amazônia é quem me consola. – Dizia ela com um certo pesar.

O que me vinha a cabeça era trafico internacional de mulheres, estupro, só coisas ruins!

_ Como assim Dona Jaciara, a senhora falou com algum policial?

_ Não meu filho, feliz é a mãe que tem seu filho levado por ele.

_ Mas ele quem? – Dizia eu inconformado com a situação.

Ela sorriu com seus dentes amarelados, cabelo liso e preto e com fitas de diversas cores e me fazendo sentar a beira do igarapé. Foi quando levantei o olhar e avistei A Grande Vitória Régia!

Me recordo que lá na Escolinha Mônica, onde estudei toda minha infância, existia livros e mais livros sobre o folclore do Brasil e a Grande Vitória era o meu favorito depois do Beija flor.

Pra mim Dona Jaciara era a própria lenda viva, ali na minha frente. E Diz a lenda que a Lua era um deus, belo e cheio de charme e encanto, sua beleza encantava os olhos de todos que o contemplasse, que namorava as mais lindas jovens índias e sempre que se escondia, escolhia e levava algumas moças consigo.

Em uma aldeia indígena, havia uma linda jovem, a guerreira Naiá, que sonhava com a Lua e mal podia esperar o dia em que o deus iria chamá-la. Os índios mais experientes alertavam Naiá dizendo que quando a Lua levava uma moça, essa jovem deixava a forma humana e virava uma estrela no céu. No entanto a jovem não se importava, já que era loucamente apaixonada pela Lua. Essa paixão virou obsessão em um momento onde Naiá não mais queria comer nem beber nada, só admirar a Lua. 

Numa noite em que o luar estava muito bonito, a moça chegou à beira de um lago, viu a lua refletida no meio das águas e acreditou que o deus havia descido do céu para se banhar ali. Assim, a moça se atirou no lago em direção à imagem da Lua, que de forma cristalina se refletia no lago. Quando percebeu que aquilo fora uma ilusão, tentou voltar, porém não conseguiu e morreu afogada. 

Comovido pela situação, o deus Lua resolveu transformar a jovem em uma estrela diferente de todas as outras que o mundo havia visto: uma estrela das águas – A Vitória-régia. Por esse motivo, as flores perfumadas e brancas dessa planta só abrem no período da noite emanando beleza e perfume.

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Círio de Nazaré – A alma do povo paraense!

DSC_0006-2A vista de longe revela o clarão da cidade em meio a escuridão. O barco toca as águas. O coração está cheio de alegria e a expectativa é grande. Belém, popularmente conhecida como cidade das mangueiras, pela abundância de mangueiras em suas ruas. Belém também é denominada de Cidade Morena, característica herdada da miscigenação do povo português com os índios Tupinambás, nativos habitantes da região à época da fundação. Há 200 anos, a corte portuguesa embarcava em direção ao Brasil, numa viagem que mudaria completamente o rumo da história brasileira. Me contaram que  a família real foi para o Rio de Janeiro, mas na região norte, outra cidade se preparou para ser a capital do reino: Belém do Pará virou a Capital das Especiarias. Não foram apenas os portugueses que contribuíram para a história do povo paraense, no século XX, na década de 70, a imigração japonesa fez do Pará um dos maiores exportadores mundiais da pimenta do reino, a mais nobre das especiarias da Índia. O Pará hoje é o maior produtor de pimenta do reino do Brasil. Em seus quase 400 anos de história, Belém vivenciou momentos de plenitude entre os quais o período áureo da borracha, no início do século XX, quando recebeu inúmeras famílias européias, o que veio a influenciar grandemente a arquitetura de suas edificações, ficando conhecida na época como Paris n’América.

A religiosidade do povo paraense é facilmente notada quando se caminhas pelas ruas das cidades. A devoção, a fé, e a força do povo de Belém é algo encantador! Nos dizia o poeta que “Enquanto a corda avança e o corpo se cansa pra alma descansar, o povo de Belém se reúne nas ruas e vira mar, por onde a Virgem Maria veleja em seu altar de flores. É por isso que na alma de todo paraense a vida é sempre outubro.”

Outubro em Belém é sinônimo de bênção, é força, é reza e é milagre! A forca da devoção a Virgem de Nazaré enraizada na alma do povo. É choro, é lagrima e também é cura! Outubro é o mês em que o Pará se inunda de lagrimas. Lagrimas que correm encorajadas a espera do milagre prometido pela Virgem que veleja em meio a esse mar de corações desejosos pelo desconhecido. Sedentos em tocar a corda que cerca a imagem que vai seguindo honrosa pelas ruas de Belém! A vida humana é um mistério! Mas a fé do povo  não se prende a isso! O milagre acontece e a mística esta em toda a parte! Do coração da Metrópole da Amazônia, é aqui, em Belém que acontece todo o ano o Círio de Nazaré, a maior procissão religiosa do planeta, reunindo, na manhã do segundo domingo de Outubro, cerca de 3 milhões peregrinos!

Na tarde de ontem adentrei a Basílica-Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. Minha avó dizia que sempre que entramos em uma basílica ou um santuário podemos que fazer um pedido. No decorrer da vida aprendi a pedir o impossível. Fiz um pedido é óbvio! Visitei todo o templo, a mística do lugar me impressionou. O sentimento de santidade invade a alma. No silêncio do grande Santuário pode-se ouvir as lagrimas que caem dos olhos daqueles que se prostram diante do altar Eucarístico erguido na parte frontal do templo, que é uma reprodução, em menor escala, da Basílica Maior de São Paulo de Roma, como nos dizia o povo que ali estava, além de se ouvir o suspiro de esperança daqueles que voltam para agradecer a graça que foi alcançada! Estavas prestes a deixar o espaço sagrado quando li uma placa que dizia: Basílica-Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. Bom, se  minha avó dizia que quando estamos pela primeira vez em uma basílica ou santuário podemos fazer um pedido, fiz mas um pois estava em uma “Basílica-Santuário, ou seja, dois em um! Viva Belém do Pará, Viva Nossa Senhora de Nazaré, Viva o povo de Deus, Viva Jesus Cristo!!!

Nossa Senhora de Nazaré – Rogai por nós!


Uma dor inquieta

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RibeirinhoA pobreza ainda me machuca bastante. Ainda não consigo olhar com tranqüilidade a face da pobreza que tenho encontrado estrada a fora! Hoje foi um dia bem difícil pra mim mais uma vez! Meu coração se partiu em alguns milhões de pedaços ao ver e conhecer alguns ribeirinhos do rio amazonas! Uma situação realmente difícil. Senti um tristeza profunda, uma dor no fundo da alma. A cena era de humilhação. As comunidades ribeirinhas vivem a beira do rio amazonas mendigando roupa, comida e o que for possível para as embarcações que passam a cerca. É tradição de quem viaja pelo rio amazonas, levar doações de roupas e comidas que amaradas em sacos plásticos, são arremessadas para o povo à beira do rio. As pessoas com o ar de satisfação arremessam sacolas plásticas. O povo marginalizado, com muito desespero, remam loucamente de encontro aos sacos plásticos antes que afundem nas águas do amazonas. A cara dos que lançam os donativos é impressionante! Sei que talvez façam isso com o intuito de ajudar. O simples fato de doar roupas que serão de grande utilidade para eles, com certeza, mas ainda não sei o que dizer. Não quero dizer que estão errados, mas  ao mesmo tempo não vejo como uma ação correta! Estou ainda sem opinião formada com relação a isso! Me sinto incomodado, desconfortável com a cena! Isso é fato!

Não sentia essa dor no peito desde África! Mas creio que foi um pouco mais forte dessa vês,  pois via o meu povo a minha gente! O Brasil ainda é cheio de necessidades! Senti uma culpa, um peso talvez! Fui para África, mas existe uma grande África cheia de necessidades a poucas horas de nossas casas! Não sei se posso me culpar, pois acho que a experiência adquirida me servirá muito no futuro! Tenho hoje a cabeça cheia de idéias graças as experiências vividas em outros países por onde passei! Desenvolvimento pra mim hoje é algo bem mais claro do que antes! Me sinto feliz, realizado, mas ainda não tenho saciada minha sede de justiça! A luta pelo desenvolvimento será sempre a minha meta! Pequenos gestos podem mudar o mundo! Tudo é Possível!


Floresta Encantada

AmazoniaA confusão é grande. São caixas, bolsa, galinhas, sacolas, geladeiras, motos, bicicletas e quase me esqueço que há gente também!

O primeiro embarque é pelo porto de Manaus, no estado do Amazonas! O Barco me levará ao estado do Pará, na cidade de Belém.

_ Moço, com licença, Qual o tempo de duração da viagem?

_ Ah Mano, vai saber… depende da correnteza, depende da parada em cada porto, mas deve dar quarto ou cinco dias Rio Amazonas abaixo, preocupa não que num passa de uma semana!

_ Próximo da fila… pra onde minha senhora? Diz ele em alta voz!

_ Mas aqui… e quanto custa até Belém?

_ Tu vai pra onde minha senhora? Me ignorando completamente.

_ Dá-me lá duas pra Santarém, mas naquele jeitinho que tu sabe que eu já sou freguesa, diz uma senhora bem do meu lado!

Ele me volta a palavra conversando de forma inquieta:

_ Então mano…. bom ai tem que conversar! Diz ele coçando a cabeça.
O barulho da cidade grande continua enquanto eu estava ali, parado, esperando o tal moço que cochichava com um outra senhora e apontava pra mim. Ela baixinha, estilo gorducha, com uma pochete preta com o símbolo da nike na cintura ao lado direito, e trazia no ombro esquerdo uma bolsa com uma fivela “Dolce & Gabana” além de vestir um boné azul turquesa escrito: Júlio Ferraz – 22.245 – A voz do povo!

O sentimento é de novidade e um misto de insegurança em embarcar em algo que eu não sabia ao certo como funcionaria!

Ele volta pra mim e pergunta:

_ Quantos são amado?

_ São 7, qual o nome do senhor mesmo?

_ Zezão!

_ Então seu Zezão, eu to indo pra Belém com mais 6 amigos gringos e sabe como é esse povo né…. num fala português e ai sobra pra gente fazer tudo pra eles! Imagino que Tu ta acostumando! (Usando o jeito brasileiro pra conseguir preço barato)

_ Sei como é sim, meu querido! Mas aqui nóis num dá mole pra gringo não!

_ Ta certo, ta certo! Mas me diz uma coisa? Pro senhor me ajudar aqui… Quanto faz ai pra gente naquele preço? Pra pelo menos eu descontar a minha no bolso da gringada ai?

_ Bom meu jovem, Tu sabes que se tu for comprar lá no porto mesmo, o mano vai pagar coisa de 220 conto!

_ R$ 220,00!!!!!!

_ Não, seu Zezão, me ajuda ai R$ 220,00 num tenho não, porque ainda temos que comprar as redes e comida dentro do barco! Dá uma força ai pra mim, pra num pesar pro meu lado?

_ Onde é que ta seu pessoal?

_ Olha lá… do outro lado da rua!

A fumaça do transito, as buzinas, os caminhões, as carretas, as motos, cavalos com carroça, tudo ao mesmo tempo atrapalhavam a visão de quem tentava ver qualquer coisa do outro lado da rua!

_ Ahhh sim to vendo… Clareou até minhas vistas…. Tu tem, até, uma mina bonitinha contigo… heim…. Dizia ele dando risadas que revelavam seu sorriso reluzente, graças as aplicações de ouro que tinha em um dos caninos da boca e apertando minha mão como se a partir daquele momento fossemos melhores amigos!

_ Bom faz assim… cobro pra vocês sete R$ 140,00 reais mas ai tu passa ali e compra as redes na banca do meu primo! Fechado?

_ Fechado, Mano Zezão! É noís!!! (forçando umas gírias para entrar no clima)

Mochilas mas costas, computadores, câmeras, celulares, japoneses, portugueses e latinos! No bolso 2 mil reis em dinheiro e por dentro o medo de perder tudo de uma só vez! Barco pago, redes compradas pela metade do preço na barraca do tal primo cearense! Nessas horas me lembro da minha mãe com grandes saudades! Ela sabe negociar como ninguém! Sempre dizia:

_ Esses rapazes que vendem rede, tem sempre a mesma conversa. Colocam o preço lá em cima pra depois ir negociando! Então você já chega cortando o valor pela metade!

Dito e feito! Eu como um filho obediente comprei sete redes de R$ 45,00 reais cada uma mais a corda de R$ 5,00 por R$ 20,00 reais cada rede e com a corda de brinde! Cearense feliz e eu mais feliz ainda.

No primeiro dia tudo é animação e alegria, o barco esta ficando cheio. São 12:45 faltavam cerca de 3 horas pro barco começar a viagem rio amazonas abaixo! A água do rio é escura! Lembrei de quando o avião estava para aterrissar! Uma sensação fantástica! Ver o grande rio de cima! Tudo, que só via pela TV desde menino em documentários, estava apenas alguns metros dos meus olhos! Estava sobrevoando o pulmão do mundo! Os pássaros, as curvas que o grande amazonas faz, tudo me deixou com os olhos bem abertos e cheios de felicidade com a beleza que estava vendo!

Cada um precisa achar o melhor lugar dentro do barco, pois alias são 5 dias de viagem dormindo em uma rede! Eu já vinha pensando nas minhas dores de cabeças que nunca chegam ao fim! Já as tenho como amigas! Não as amo, mas estão sempre comigo!

Redes postas, amizades feitas! É só esperar e ver o que  vem pela frente!

Foi complicado dormir em reder por alguns dias mas o desejo pelo novo supera as desvantagem da desconfortável viagem de 5 dias rumo a Belém do Pará. Viajar pelo rio amazonas não é uma rotina pra muitos de nós!

Em Belém, nos espera Lourenço! Um amigo! Homem de coração nobre, vida consagrada, voz mansa e alma desejosa por um novo que está por vir! Parando em Santarém dois dias depois de embarcar em Manaus. O tempo por aqui é contado em horas, mas em dias! Ninguém diz que chegará em algumas horas, mas em alguns dias! No norte, carro é barco, rodovia é rio. A vida é sempre contada em “dias de barco”. Troca-se o sólido pelo líquido e para deslocamentos


Amish people! Uma forma de vida religiosa!

AMISH BOYSViver um tempo nos Estados Unidos me levou a conhecer vários tipos de pessoas, formas de pensamento, comportamentos e religiões. No estado em que moro atualmente, Michigan,  me deparei diversas vezes com grupos familiares muito distintos dos americanos que conhecemos. O homem de chapéu, calça preta, as vezes paletó e gravata, a mulher com vestidos planos, sem coloração forte, geralmente azul, creme ou marrom, com um laço amarrado a cintura e um gorro branco na cabeça. As crianças nada mais na menos que uma miniatura das vestes que os pais estão vestindo. A cena é curiosa, as pessoas param, olham, cochicham. Assim como eu não conhecia, alguns americanos também nunca ouviram dizer dos tradicionais Amish.

Pesquisando, investigando e passando um dia inteiro numa vila Amish descobri que “Amish” é um grupo religioso cristão anabatista baseado nos Estados Unidos e Canadá. Mas segue a dúvida, o que é um Anabatista? Anabatistas, quer dizer “re-batizadores”, são cristãos da chamada “ala radical” na Reforma Protestante. São assim chamados porque os convertidos eram batizados em idade adulta, desconsiderando o batismo obrigatório da igreja romana.

Pesquisei um pouco mais achei isso tudo muito complicado só ficar lendo e na pesquisando pela internet  e resolvi ir até lá, vê-los, conhecer de perto sua vida sua história! Mapas, endereços telefones! Tudo pronto dirigimos quase duas horas para chegar ao “Amish Country” Pais Amish, que é um conjunto de casas, lojas, centros e tudo que pertence aos Amish.

O movimento Amish começou com Jacob Amman (c. 1656 – c. 1730), um líder suíço dos Mennonitas que acreditava que estes estavam se afastando dos ensinos sagrados. Os Mennonitas são um ramo dos Anabatista. São conhecidos por seus costumes conservadores, como o uso restrito de equipamentos eletrônicos, inclusive telefones e automóveis. Essa postura estrita trouxe uma divisão ao movimento Mennonita em 1693 e levou ao estabelecimento dos Amish. Os primeiros Amish começaram a emigrar para os Estados Unidos no século XVIII, para evitar perseguições e o serviço militar obrigatório.

O modo de vida dos Amish é centrado na familia, na simplicidade e contém um especial fascínio. Falar com um Amish é algo muito especial, não sei bem explicar, possuem uma certa gentileza, uma simplicidade e uma paz no olhar que realmente impressiona.  Eles não utilizam energia elétrica, tudo é manual! Acho que a forma de viver dos Amish os tornam realmente dóceis ao serviço e ajuda mútua.


Um poema

The butterfly efect

Cada pensamento,
Cada palavra,
Cada sussurro,
Cada porém de estar aqui agora,
Me faz acreditar,
Que vivemos muito além do que pensamos.
Cada amanhecer,
Cada entardecer,
Cada anoitecer,
Me faz perceber que a vida é muito mais,
Do que somos capazes de imaginar.
Cada lágrima,
Cada dor,
Cada momento,
Me faz entender que por mais
Que fujamos,
O acaso sempre nos encontra,
Pois algumas coisas são certas
E uma delas é de que
Sofrer também faz parte da história de cada um.
Cada vitória,
Cada sorriso,
Cada nova vida,
Me faz amar as melhores coisas que existem,
E a superar aquelas
Que por mais que aparentem ser invencíveis,
Acabam por si,
Quando abraçamos a fé.