Arquivo do mês: outubro 2010

A vida simplesmente (via Rudney Novaes)

Revivendo o passado! Postando novamente um post de 2007!

A vida simplesmente Há um certo tempo tenho lutado junto com as minhas impotências e fragilidades e até confesso que, muitas vezes, isso é bem dolorido aqui dentro. Ter o desejo de ser melhor e não conseguir, às vezes, me machuca muito. Pessoas exigentes se cobram muito e por isso sofrem muito, pois transferem algo que seria simples para um lugar de cobrança desnecessária. Mas confesso também que tenho aprendido a lidar de forma mais madura com tudo isso. Tenho apre … Read More

via Rudney Novaes

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O caminho da Santidade: 1° – Se deixar amar

A experiência da cruz tem me feito crescer em pontos que eu sabia que ainda não tinha crescido. Essa vivencia não é nada mais nada menos que o mistério da paixão que ainda continua um escândalo para muito de nós. É sobretudo uma revelação do amor divino, um amor que sofre e temos o privilégio de compartilhar.

Deus ama a cada um de seus filhos com misericórdia e respeita a sua liberdade. Ele espera que nos apaixonemos por Ele, assim como Ele é apaixonado por nós. Nessa espera dolorosa, Deus é paciente e  nunca se cansa de se inclinar a nós e nos resgatar mais uma vez.

Penso que para entender esse amor poderíamos olhar mais uma vez para a parábola do filho pródigo (Lc 15,11ss) que você provavelmente já ouviu ou leu dezenas de vezes.

É curioso que Jesus associe o amor incondicional de Deus à figura do pai. Não seria melhor uma mãe? Não é ela que geralmente está associada à saudade, a braços abertos e ao perdão? Jesus provoca e quer desinstalar as idéias que se têm de paternidade e de Deus.

A parábola ensina uma nova imagem de Deus. A experiência de fé de Jesus permitiu que Ele chamasse Deus de Pai, tirando de Deus aquele ar severo e distante. Pode-se até dizer que o cristianismo nasce dessa experiência de poder chamar Deus de Pai. O Deus de Jesus e dos cristãos é um pai amoroso; que disciplina, mas ama o perdão.

Mas se observamos um detalhe especial nessa passagem, podemos ver que esse pai não esperava apenas a volta do filho mais novo. Ele queria também que o filho mais velho compartilhasse com Ele nessa dolorosa espera. Ele contava com o filho, pois esse sempre teve lugar em seu coração.

Assim também é Deus. Ele quer compartilhar conosco a sua espera, quer que estejamos junto a Ele na espera dos irmãos mais novos. O grande porém é que normalmente, nos encaixamos na figura do irmão mais velho, que tem profunda inveja do irmão mais novo, que passou por um bom tempo, esbanjando e gastando a fortuna da família e mesmo assim não perde a atenção e amor do pai. Quando vemos a reação do Pai com relação ao irmão mais novo, sentimos inveja, ciúmes, raiva e muito mais. Esquecemos que a atitude do mais velho também machuca o coração do pai. O pai contava com ele o apoiando e ajudando no preparo de tudo, para volta daquele se afastou. Mas ele olha apenas pra si!

O nosso grande problema é que pensamos que temos as resposta pra tudo. Queremos ditar as ordens pro Pai. Queremos que Ele escute as nossas idéias pois pensamos que sabemos o melhor  pra nós, mas felizmente temos a graça de poder confiar que Ele tudo fará por nós e para nossa completa felicidade!

O convite hoje é se deixar ir mais além. Se abandonar nesse encontro entre o pai e o filho mais velho! Ele quer que sejamos assim, simples. Entregar todos os  conceitos e apegos que exista em nós, para que assim, completamente entregues e confiantes ele possa nos vestir com a melhor túnica e, por um anel no nosso dedo e sandálias em nossos pés. Matar um novilho cevado e juntos comer e festejar, pois este  filho que estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi reencontrado, pois Seu amor é incomparável e quando tivermos a coragem de deixar Ele nós amar profundamente ficaremos surpreso com a mudança que nossa vida terá.