A Gaiola

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A vida tem passado e junto com ela tem passado tudo aquilo que sonhei. Abri a gaiola dos meus sonhos e com liberdade, deixei tudo que eu aprisionava ir embora. Libertar  tudo o que eu pensava que possuía dói, mais ao mesmo tempo cura.  Não sei se tenho dado os passos certos mais sei que estou feliz com os passos dados até agora.

“Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança, desde que me tornei homem…” (1Cor 13 11) ainda não  eliminei as coisas de criança. Me entristece olhar para trás e ver que pouco cresci comparado ao quanto sonhava em crescer e amadurecer. Ainda sinto as tristezas de criança, as dores de crianças e a solidão de criança. Quase um abandono marcado por essa criancice que parece não me abandonar.

Uma luta contra aquilo que sou e quero ser, continua aqui dentro. Claro que devo reconhecer que hoje sou diferente. Vivo uma luta acompanhada. Uma luta mais madura e completamente diferente da que vivia quando eu era criança. Tenho saudades do ser criança e medo de não ser o adulto que imaginei. Parece que já é tarde pra querer crescer…. porém o velho cliché da vida nos diz que “nunca é tarde pra sonhar”.

Detesto os velhos clichês. Detesto-os pois eles sempre revelam parte da verdade que não queremos encarar. E esse me diz que devo seguir sonhando. Mudando. Transformando. Mudando quem sou e transformando o que sonho.

Mais assim vou eu nessa luta desesperada de me encontrar mais uma vez e me permitir sonhar mais uma vez. Aceitando minhas falhas, vencendo minhas culpas, curando as minhas dores e amando os amores que aprisionei e assim esquecendo os medos que tive de me deixar amar e ser feliz de vez.

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Sobre Rudney Novaes

Graduado em Comunicação Social, habilitação Publicidade e Propaganda, atuo profissionalmente há quatro anos como designer gráfico e há dois com fotografia. Reúno atividades relacionadas ao cenário fotográfico da moda, de produtos, retratos, paisagem e natureza. Também tenho participação na Mostra de Vídeo da Faculdade Novo Milênio com o curta-metragem Máscaras (2002), Festival de Vídeo de Salvador/ BA com o curta-metragem Cotidiano (2003) e Memória Fragmentada (2004). Caracterizo-me, principalmente, por um olhar inclinado à percepção do belo, numa representatividade delineada do real. Assim, procuro encontrar no cotidiano a subjetividade de uma expressão ainda oculta pela rítmica do ser humano, identificando o princípio invisível como essência para os reflexos, que esporadicamente entrevêem os homens. A amplitude da beleza torna-se então, algo aplicável a tudo aquilo que é trivial. Ver todos os artigos de Rudney Novaes

4 respostas para “A Gaiola

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