Arquivo do mês: agosto 2009

Uma carta aberta

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Oi pessoal!

Tudo bem?

Bom estou escrevendo pra fazer mais uma atualização do que se passa nesse tempo. Um tempo novo onde estou vivendo as portas, a beira, acerca da graça. Onde o inesperado tem tomado o seu lugar e o novo de Deus tem sempre alcançado um ponto novo dentro de mim. Sabe que cadê dia mais vejo isso: O alcance de Deus dentro de mim. Já pensou nisso? Sabe, vivendo essas idas e vindas inesperadas que me ocorrem nos últimos 3 anos, percebo que tenho ultrapassado o meu limite. Na verdade não é o meu limite mas sim o limite que a minha humanidade me impõe, ou será que alguém me impõe? Muitos de nós temos um certo “limitador” digamos assim. Uns dos nossos limitadores são chamado de dinheiro, outros vaidade, outros apego as pessoas, outros pecados de estimação, que por sinal temos vários, outros namoro, família, escola, enfim… e o pior de todos, somos nós mesmos, afogados em nossos medos do fracasso. Sempre morri de medo de ser um fracassado. Imagina ter esse titulo “Rudney Novaes – O fracassado” um tanto pesado não é mesmo? Confesso que agora ao escrever pensei duas vezes antes de por as aspas. Mas quando nos livramos de nossa vaidades isso são apenas palavras que não causam efeito ou verdade pois é o nosso orgulho que nos fere e nos limita ir onde devemos ir, na fé e na busca continua pelo que Deus quer de mim e de você. O fracasso não existe para aqueles que assumem a sua própria história e ergue-se com firmeza em direção ao que se deve ser. Me recordo de uma conversa que tive com um jovem senhor no barco em direção a Belém do Pará, rio amazonas abaixo. Ele falava em tom poético e sua voz rouca, ferida pelo tabaco confessava-me do que não era capaz. E dizia-me: Não consigo correr por muitos quilômetros, não dou conta de pegar muitos pesos, não suporto ouvir muitas lamúrias, não tenho olhos para assistir por muito tempo, não tenho paciência bastante para não ser atacado pela ansiedade. Eu tentava interrompe-lo mas ele seguia com suas negações do que não era capaz ou não gostava. Eu lhe dizia assim: Sabe eu também não tenho força bastante para vencer as fraquezas, não sou devoto o bastante para passar horas em oração, não sou forte a ponto de vencer meus limites mas nem muito menos fraco para desistir das batalhas. É preciso seguir meu caro. Ele olhava fixo pra mim e balançava a cabeça pra baixo como quem negava as minhas afirmações.

Acho que tenho procurado os meus limites, não consegui chegar a nenhum deles. Apesar de não conseguir, tenho sido realista, mas não medroso. Tenho sofrido temores, tenho sentido um aperto no peito. Não sou muito forte, nem quero ser fraco, quero viver no limite. No limite da fé e no limite da dúvida… Não quero ter fé sem pensar e não quero duvidar de mais e perder a fé. No limite da força e no limite da fraqueza… Não quero ser forte demais e me achar um super herói mas também não quero ser um fraco que retrocede sob as pressões da vida.
Quero viver no limite do natural e não perder a visão daquilo que é a bela arte de Deus em sua amorosa forma de cuidar de mim, mas não quero ser cego ao sobrenatural, ao invisível. Quero também esse limite. Eu vou viver o limite, sem que ninguém me limite. Limite de amar, sonhar, ser feliz buscando descobrir quem sou e o que quero ser. Só serei feliz quando encontrar o equilíbrio para viver quem eu sou de verdade!


Uma bela gratidão

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A beleza da gratidão está sempre ligada ao valor da verdade desse sentimento e não ao objeto o qual se é grato. Muitos afirmam que a gratidão é um ato de reconhecimento. A gratidão é uma emoção, que envolve um sentimento de dívida emotiva em direção de outra pessoa e que é freqüentemente acompanhado por um desejo de agradecê-lo, ou recíproca para um favor que fizeram por você. Porém eu hoje quero ir além disso. Hoje eu quero ir além desses conceitos pré formados. Quero ser eu mesmo!
A beleza continua me impressionando. Sou grato pela beleza que trás a nossa vida algo admirável. É impressionante como o belo é perfeito. O belo tem espaço em qualquer espaço. Nem sempre a beleza que impressiona tem uma certa forma. É preciso saber enxergá-la. Não podemos viver a vida distraídos Pois sendo assim perde-se a magentosa oportunidade de observar e reconehcer a beleza que cerca nossa vida. São eles, variados, e misturados. Tons, sons, formas e cores infinitas.
Conhecendo alguns estados do norte e nordeste do Brasil, percebi que preciso ser eternamente grato por ter visto o que meus olhos viram. O Brasil é realmente algo impressionante. Esse é o pais que amo e terei para sempre eternas lembranças. Lembranças essas que trarão ao meu coração uma linda saudade para todo sempre. Sou eternamente grato por ter respirado os ares que respirei, falado com as pessoas que falei, amado as os corações que amei.
Você já fez a experiência da gratidão? É impressionante! Seja grato! Mas você deve estar se perguntando porque estou falando tanto de gratidão? Já me explico. Bom, tive a chance de visitar um lugar no nordeste do Brasil chamado Barreirinhas. Barreirinhas é uma pequena vila localizada no estado do Maranhão. O Maranhão está entre os estados mais pobres do Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, grande parte dos habitantes do estado não tem acesso a saneamento básico. Na área rural, apenas 15,4% da população conta com esgoto sanitário. Mesmo na capital, São Luís, o índice é 50,5% – bem abaixo da média brasileira, de 63,9%.
Parece incrível que em um país tropical como o Brasil, conhecido pelas belas praias e florestas, haja um deserto. Pois é no litoral do estado do Maranhão que se encontram os Lençóis Maranhenses, o deserto brasileiro. Os lençóis são concentração de dunas recheadas de lindas e límpidas lagunas formada pelas águas da chuva.
Porém, ele é diferente, entre as vastas dunas de areia estão lagoas verdes e azuis, formando a verdadeira visão do oásis. Esse espetáculo da natureza só é possível graças às chuvas que caem sobre a região no primeiro semestre do ano e que alimentam as lagoas do vasto deserto dos Lençóis, que se estende por uma área equivalente ao município de São Paulo.
Os habitantes do parque vivem da pesca no período de chuvas. Durante a seca, muitos partem para regiões vizinhas para trabalhar na roça. Para proteger esses 155 mil hectares que guardam um ecossistema tão particular, foi criado, em 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Sendo assim Barreirinhas é uma das portas de entrada para os chamados lençóis Maranhenses.
Estando em Barreirinhas, pequei um certo tipo de jipe que me deixaria no inicio dos lençóis.  O passeio é uma perfeita aventura. Num solo úmido e completamente arenoso passávamos de jipe cerca de 70 km por hora. Extremamente emocionante!
Caminhei pelas dunas cerca de 5 minutos e logo avistei o paraíso! Precisei cerca de 5 minutos para ter certeza do que meus olhos estavam vendo. É fenomenal!
Fiquei ali parado! Extasiado por certo tempo. E nesse exato instante intenso desejo de gratidão bratava do meu coração. Agradecia a Deus por ter tido a chance de contemplar algo tão perfeito que me encheu de vida e alegria. Algo impressionante. Não sou capaz de traduzir, aqui, em palavras o que é ver os Lençóis Maranhenses naquele dia rido de sol e céu azul. As minhas fotos talvez falem mais que minhas palavras, mais ainda assim elas não são boas o suficiente para traduzir a perfeição da beleza.
Bem vindo ao Brasil. Bem vindo ao pais da beleza. Sejam muito bem vindos!